PROGRAMAÇÃO
XVII JORNADA ÍTALO-HISPANO-BRASILEIRA DE DIREITO PÚBLICO
Resistência democrática e justiça constitucional
Saudações introdutórias dos três países que compõem a rede REDBRITES.
- BrasilEdson Fachin — Presidente do Supremo Tribunal Federal
- BrasilFernando Facury Scaff — Diretor do Centro de Estudos Constitucionais do STF
- ItáliaRoberto Romboli — Professor Emérito da Universidade de Pisa; membro do Conselho Superior da Magistratura da Itália
- EspanhaElviro Aranda Álvarez — Diretor do Instituto de Direito Público, Universidade Carlos III de Madri; ex-deputado
Separação de poderes, pressões e cooptação das Cortes
As Cortes constitucionais enfrentam pressões que vão da cooptação à deslegitimação aberta. A sessão pergunta de que modo a Corte de cada país preserva sua autonomia decisória diante de estratégias voltadas à sua captura.
- Como se configura a posição da Corte constitucional no modelo de separação e equilíbrio entre os poderes?
- Quais mecanismos formais e informais de influência política operam sobre ela na prática?
- Quais estratégias preservam sua equidistância e evitam captura, subordinação ou isolamento?
Mesa
- Presidente · ItáliaRoberto Romboli — Universidade de Pisa; Conselho Superior da Magistratura da Itália
- ItáliaIgnazio Lagrotta — Universidade de Bari
- BrasilAlfredo Copetti e Aldacy Rachid Coutinho — UNIVEL, Cascavel
- EspanhaLaura Baamonde — Universidade Carlos III de Madri
Comunicações programadas
Direitos fundamentais no contexto da resistência democrática
Em cenários de polarização e fragilidade institucional, os direitos das minorias podem ser limitados em nome da maioria. A sessão pergunta de que modo a justiça constitucional protege a integridade dos direitos fundamentais quando a própria cultura democrática está enfraquecida.
- De que modo populismo e polarização impactam a tutela jurisdicional dos direitos fundamentais?
- Como a justiça constitucional reage quando direitos são usados como instrumento de exclusão ou erosão institucional?
- Quais os riscos de restrição ou de expansão excessiva da jurisdição constitucional em momentos de fragilidade democrática?
Mesa
- Presidente · EspanhaMiguel Revenga — Universidade de Cádiz
- ItáliaGiuseppe Campanelli e Francesco Dal Canto — Universidade de Pisa
- BrasilCelso Campilongo — Universidade de São Paulo
- EspanhaAscensión Elvira — Universidade Carlos III de Madri
Comunicações programadas
Integridade do processo democrático-eleitoral e resistência democrática
Em contextos de populismo e deslegitimação das instituições, as Cortes constitucionais são chamadas a garantir a regularidade do processo eleitoral e a igualdade de condições na competição política. A sessão pergunta até que ponto a justiça constitucional pode proteger a democracia sem se substituir ao espaço legítimo da política.
- Como o Tribunal Constitucional examina os limites do controle sobre regras eleitorais e financiamento político?
- Como decide controvérsias eleitorais sem comprometer a autonomia do processo político?
- De que modo disciplina partidos antissistema, inelegibilidades e restrições a candidaturas?
Mesa
- Presidente · BrasilFernando Facury Scaff — Diretor do Centro de Estudos Constitucionais do STF; Universidade de São Paulo
- ItáliaAlfonso Vuolo — Universidade de Napoli
- BrasilAntonio Maués e Breno Baia Magalhães — Universidade Federal do Pará
- EspanhaElviro Aranda Álvarez — Universidade Carlos III de Madri
Análise comparada das três sessões
- Marcelo Labanca — Professor de Direito Constitucional, Universidade Católica de Pernambuco